domingo, 23 de janeiro de 2011

A vida passa, o verdadeiro amor permanece...


Ela entra casualmente no supermercado. Precisa comprar algumas coisas. Pega um carrinho e se dirige as prateleiras. Compra uma coisa aqui outra ali. Para no corredor das bebidas e começa a olhar os vinhos. Fica um bom tempo. De repente escuta uma voz ,"a voz", de imediato ela a reconhece e pensa em simplesmente deixar tudo e ir embora, não melhor deixar o vinho pra la e comprar so o que está no carrinho, já comprou o suficiente. Ela não vai olhar, não precisa ir até onde está essa voz é só seguir e continuar sua vida. Mas, ela precisa vê-lo saber como ele está, afinal já fazem 10 anos.

Dirige-se com cuidado, ela não quer que ele a veja. Bom, isso é bobagem ela mudou muito ele não irá reconhecê-la. Então ela busca o caminho da voz e o encontra. Ele não mudou absolutamente nada, está um pouco mais velho, afinal passaram-se 10 anos, mas nada demais o tempo foi generoso com ele. Lindo, ele continua lindo. E quem é aquela criança com quem ele parece ter afinidade, admiração e carinho profundo? A criança se parece muito com ele. Meu Deus é o filho dele. Ele tem um filho. Que cena linda ela presencia, fica um bom tempo vendo essa cena. Tanto tempo que nem percebe quando a mulher chega, sequer notou quando a mulher passou do seu lado e achou esquisito aquela estranha estar "babando" pelo marido e pelo filho. A mulher se aproxima dele e aponta para ela. Ela vira-se pega a primeira coisa que ve na frente e vai embora, conseguiu se controlar e não saiu correndo, agiu normal. Bem, tão normal quanto ela pode.

Ela vai até o caixa, paga suas compras e vai embora. Precisa de um local seguro, onde ninguem veja que está em frangalhos, as lagrimas já não são mais possíveis de segurar. Coloca as compras no porta-malas senta no carro e...chora feito uma criança. Não acredita nisso, não acredita que ele continua exercendo tanto poder sobre ela. Não acredita que alguém com quem ela nunca trocou um "olá" continua sendo o grande amor da sua vida. Ela tentou esquecê-lo, verdadeiramente, mas o coração parece querer castigá-la e ele não a abandona.

Fica ali tempo suficiente para vê-los, de longe, guardando as compras no carro, ele com o menino no colo, beija a esposa e entrega a criança e dirige-se ao lado do motorista e vão embora. Ela ainda fica um tempo ali parada, chorando um pouco, mas a vida continua e ela precisa seguir em frente e para sempre sem ele ao lado dela, mas irremediavelmente tatuado em seu coração.

Leni.

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