quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Amor...


Ainda me lembro de todo o sofrimento que vivi e ainda vivo, de um certo modo, por amar tanto.Nunca fui capaz de estar na presença de alguém e não ter esse sentimento tão forte por essa pessoa, principalmente se essa pessoa faz parte da minha vida, não necessariamente do meu cotidiano.

Quando criança, na escola, muitos usavam esse meu sentimento, que durante um bom tempo considerei tolo, para me usar. Não que eu não pudesse lutar contra isso, mas quando eu percebia já era tarde. Claro que nunca foi nada que eu não pudesse remediar, mas sinceramente não gosto de ficar "remendando" o que vivo, mas, enfim, minha vida é assim.

É engraçado que no mundo de hoje eu ainda consiga conservar esse sentimento, é assustador pensar que muitas pessoas não acreditam no amor, não façam questão de viver com ele e por ele.

Li dois livros recentemente que falam desse tema, o primeiro "SÓ O AMOR É REAL", livro espirita do autor Brian Weiss, que fala sobre almas gêmeas, e "A CABANA" livro religioso do autor William P. Young, que relata a história de um pai, que perdeu sua filhinha tragicamente, e seu encontro com o espirito santo. Ambos os livros são fantasiosos, de certa forma, mas quando falam de amor é como se eu estivesse escrevendo.

Amar é tão bom, tão maravilhoso que quando meu coração está em período hibernal, é assim que eu chamo quando não estou interessada em ninguém, que me sinto vazia, como seu fosse oca por dentro. Claro que o amor que eu sinto por minha família e meus amigos é latente em mim. Estar na presença deles é essencial, não saberia viver de outro modo, mas ficar sem sentir nada por outra pessoa, fora do laço familiar e de amizade, é um tédio total.

Eu sou do tipo que amo mesmo, não importando se serei correspondida ou não. Meu coração não mede as conseqüências de suas emoções. Claro que um amor não correspondido ou platônico o sofrimento é tão grande que chega a causar angústia, no entanto, viver sem amar é pior.

Algumas pessoas não entendem e me perguntam como eu consigo amar quem não me ama, a grande verdade é que meu coração não se interessa por isso, sente e pronto. Quando amamos alguém precisamos da sua presença, ouvir sua voz, estar por perto, se isso não acontece é doloroso, mas o amor é persistente e continua.

Essa persistência do amor é que nos faz retornar para nossos amigos, mesmo quando eles acabaram de nos magoar, é o que nos faz perdoar. Essa persistência do amor é que nos faz falarmos com nossos irmãos quando não fazem nem cinco minutos que acabamos de ter uma briga feia. Agimos como se nada tivesse acontecido, porque nosso amor por eles é tão forte, tão verdadeiro, que, afinal, aquela briga não significou muita coisa mesmo.

Eu não sei viver sem amar e não compreendo quem vive sem. A vida é tão curta, tão insegura, tão perigosa que viver só por viver é algo completamente sem nexo. Eu não sei olhar nos olhos de outro ser humano e usá-lo, eu não sei olhar nos olhos de outro ser humano e não sentir nada, mesmo quando eu penso que não gosto mais de uma pessoa, me pego quieta num canto perguntando o que foi que aconteceu para nossa relação mudar tanto, o que deu errado, porque essa pessoa não consegue enxergar que eu sou diferente, ela não precisa mentir pra mim, não precisa fazer jogos, não precisa me dizer que possue coisas que não possui.

Eu amo a pessoa, não o que ela pode me oferecer, o que posso lucrar com ela, o que ela possue, se tem bons relacionamentos, uma bela casa, um belo carro, se tem futuro. Nada disso me interessa, o que interessa é ficar do lado dessa pessoa e se eu puder contribuir de alguma forma para que sua vida seja melhor, ganhei o dia.

Dia desses uma de minhas amigas queridas me disse algo tão lindo, tão extraordinário que fiquei sem palavras e só não chorei na hora nem sei porque. Ela me disse assim: "sabe, você me ensinou a falar com "Deus". Eu não sabia que eu podia falar com ele como meu amigo eu achava que isso era falta de respeito, mas você me mostrou que não, é assim que ele me entende...". Digo mais, amada amiga, é assim que "ele" te ama e eu também.

Essa mesma amiga fica brava comigo porque eu amo demais e quem ela acha que não merece. Amiga não é uma questão de merecimento e sim de sentir. Não pensem que amando demais o amor se tornará banal, ele não foi feito para isso. Banalidade é algo sem propósito e o amor jamais o será.

Não sintam medo ou vergonha de amar, não acreditem que isso é um sinal de fraqueza ou uma bobagem. Sei que também não vamos amar todo mundo que passar por nossas vidas, falo por vcs eu sou outra história, rsss, mas quando esse sentimento vier não o barrem, não tentem afastá-lo mesmo que essa pessoa não seja exatamente o modelo de ser humano que você criou em sua mente ou que a sociedade em que vc vive exige. Sei lá...amem, nada mais.

LENI SILVA.

Um comentário:

Bruna disse...

ii para variarrrr

TE AMOOO

bjsss